quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O Capitalismo é falho?

Sim, porque é concentrador e estabelece a desigualdade. Um sistema econômico ideal deve prover a todos de suas necessidades e, havendo sobra, de algo além. E todos devem contribuir com seu trabalho em razão de suas possibilidades e capacidades. Não fazendo isso, o capitalismo não promove a felicidade generalizada, mas apenas dos que se locupletam do trabalho de outros em benefício pessoal. Assim o capitalismo não é justo. A propriedade não é justa. A herança não é justa. Não é bom que ninguém seja dono de nada. O ideal é que tudo seja de todo mundo, devidamente compartilhado. E quanto aos preguiçosos e espertalhões? Esses têm que ser excluídos da repartição de bens até que se emendem. Mas não é para assentar a economia nem em moeda nem numa base de trocas. O verdadeiro comunismo (não o socialismo estatal que vigorou na União Soviética) fundamenta a economia na produção e distribuição de bens, inclusive de alta sofisticação tecnológica e cultural, na capacidade, na necessidade e na igualdade de condições, oportunidades e responsabilidades. A transição de um sistema econômico capitalista para um comunista, assim concebido, não pode se dar por meio de revolução nenhuma e sim por meio de uma evolução. E isso se fará, começando com a pulverização completa do capitalismo, pela qual todo trabalhador passe a ser capitalista e co-proprietário da empresa onde trabalhe, ao invés de empregado, bem como os autônomos. Por exemplo, professores, ao invés de serem empregados das escolas, são prestadores de serviço, como pintores, encanadores, etc. Como se fosse uma empreitada. Acaba-se com o sistema de emprego. Ninguém é empregado, todos são patrões. Isso tem que ser feito gradativamente, por meio de leis que distribuam o capital e impeçam sua concentração em poucas mãos. Assim os capitalistas também passam a ser trabalhadores. Gradativamente isso pode levar, até, à extinção total da moeda e ao comunismo. Claro que isso vai levar centenas de anos, mas, assim fazendo, a mudança fica bem solidificada. Enquanto isso, o ideal é um misto desse sistema com o "estado de bem-estar social" ou a "Social Democracia". Essa é uma "quarta via", nem comunista, nem socialista, nem capitalista. É o que eu chamo de posição nem de esquerda nem de direita, mas "para frente" e "para cima".

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