quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sobre o ceticismo.‎

O Ceticismo, em absoluto, não tira nenhum encantamento do mundo. É uma posição epistemológica pela qual se duvida metodicamente, e não metafisicamente, da veracidade de qualquer explicação, exatamente com o fito de buscar maiores garantias de sua adequação à verdade, assintoticamente cada vez mais aproximada. É interessante ler a obra de Richard Dawkins, "Desvendando o Arco-Íris", nesse sentido.
Não vejo que, por ser cético, alguém condene qualquer religião. O que o cético considera é que as proposições religiosas não têm fundamento e não que alguém que as siga seja uma pessoa burra, ignorante ou malvada, por isso. Uma vez que as religiões fazem parte da história da humanidade e têm uma influência muito grande na vida das pessoas, não podem ser diminuídas em sua importância, inclusive por terem participado do desenvolvimento cultural do mundo e da formação das civilizações. Apesar do grande equívoco que suas concepções representam na interpretação da realidade. A conscientização desse equívoco é um trabalho que tem que ser conduzido com respeito e caridade para com as pessoas religiosas, por meio de um processo de esclarecimento filosófico, histórico, científico, sociológico e, mesmo, religioso, numa visão abrangente de todas as religiões que tem que ser levada aos seguidores de todas elas. Para que relativizem a sua própria e considerem a possibilidade de não serem os possuidores da verdade. Como todo cético sabe que também não é.

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