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segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Quando olho pra alguns de seus posts, em especial o do fisicalismo, de repente começo a ver porque a mente pós-kantiana é tão confusa. Ismos, ismos, ismos. Ideologia pra cá, ideologia pra lá. Masturbação mental. Dúvida. Um beco sem saída. †† Rodrigo Sobota ††
Sim, mas é assim que se interpreta a realidade. Há múltiplas concepções que têm que ser postas em disputa para ver se se atinge um consenso. Enquanto ele não chega é melhor se viver com contradições e dúvidas do que aceitar dogmas impostos, por exemplo, pelas religiões. Não se trata de masturbação mas de um fértil debate, cujo objetivo é alcançar a verdade, que é fugidia. Não é um beco sem saída. É um labirinto, que tem uma saída, mas que é difícil de ser achada. Muitas veredas levam a becos sem saída e, então, tem-se que voltar e começar de novo. Por isso é que existem as escolas filosóficas. Mas um verdadeiro filósofo não pode se rotular de seguidor de nenhuma. Tem que estar aberto e examinar todas as possibilidades. E as escolhas não seguem a lógica dicotômica. A realidade é difusa, policotômica e multidimensional. Então seu modelamento explicativo assim também o é. Nada é perenemente, mas é o que "está sendo" até que mude. Assim o são as concepções filosóficas.
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