sexta-feira, 27 de março de 2015

Professor, afinal, temos ou não livre-arbítrio? Se somos matéria e junção de átomos, e átomos não pensam, não somos apenas fruto das leis naturais da física? Não havendo assim, liberdade?‎

Átomos não pensam, mas estruturas de átomos pensam. A complexidade produz novas situações que a simplicidade não contempla. Todavia, por mais complexos que sejamos, se a natureza fosse determinista não teríamos livre arbítrio. E o temos. Isto é uma constatação fática. Há a possibilidade de escolha e não só para humanos. Outros animais também a apresentam em variáveis graus. Até uma formiga. Mas não vegetais. Porque não possuem sistema nervoso. O indeterminismo intrínseco da natureza é que permite que a estrutura e o funcionamento do sistema nervoso possibilite escolhas e a existência da liberdade.

Um comentário:

Ernesto von Rückert disse...

Não sei se o fato de vegetais detectarem odores, claridade, temperatura e, em função disso, responderem de modo diverso pode ser chamado de "percepção", já que não é consciente. Animais também têm esse comportamento, em paralelo com a verdadeira percepção. A conclusão de que um sistema nervoso é requerido para se ter percepção é reducionista sim. Mas o reducionismo é inescapável.

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