quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A ciência e a religião podem andar juntas? Por que?

Até certo ponto, sim. Enquanto não houver conflito entre as proposições científicas e religiosas. Mas, a partir do ponto em que a religião e a ciência afirmam pontos conflitantes é preciso abandonar a religião e ficar com a ciência, pois esta possui esquemas internos de validação de suas assertivas, enquanto a religião as propõe como dogmas irrefutáveis. A não ser que se faça uma interpretação flexível das proposições religiosas. As interpretações "ao pé da letra", como a dos criacionistas que querem considerar que a Terra foi criada em seis dias de fato ou que cada espécie foi criada diretamente por Deus, não há como serem aceitas face os conhecimentos científicos disponíveis. Há que se fazer uma opção é não vejo como não ser pela ciência em detrimento da religião. A ciência não exclui a possibilidade da existência de Deus, mas exclui as descrições específicas do modo como, em cada uma delas, ele teria procedido para criar o Universo e a vida. Um cientista pode crer em Deus, mas não pode aceitar essas histórias mitológicas. O melhor é que ele não seja filiado a nenhuma religião em particular, se crer em Deus. Um problema que advém daí, por exemplo, é que o cristianismo só se justifica admitindo que Jesus tenha morrido para redimir a humanidade do pecado original e este só tem sentido se se considerar que a humanidade foi criada nas pessoas de Adão e Eva, fato que a ciência, em absoluto, não pode aceitar. Logo, não havendo Adão nem Eva, não houver pecado original e a redenção não faz sentido nenhum.

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