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segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Professor Ernesto, o senhor tem algum conceito formado sobre a tese de que nada surge do nada? Gosto muito de cosmologia e essa teoria me deixa muito intrigado sobre varias questões sobre o estudo do universo. Poderia me esclarecer algo sobre esse assunto? Forlan Almeida
Para começar não existe e nunca existiu "o nada" como uma entidade. Antes de haver Universo não havia nada e não "o nada". Nada pode surgir do nada, mas algo pode surgir de nada. Percebe a sutil diferença? Surgir de nada parece que contradiz as leis de conservação da natureza. Mas essas leis só se aplicam ao que existe. Não havendo nada, não há lei que descreva o comportamento de coisa alguma. Portanto não é proibido o surgimento de algo sem ter do que provir, uma vez que as leis de conservação se aplicam a dois estados de um sistema em dois momentos. Então se teria que verificar o conteúdo global de alguma grandeza, como energia, num momento em que o Universo já exista em comparação com outro em que ele ainda não existisse. Mas, antes que o Universo existisse, também não existia tempo e nem espaço. Logo não existiam momentos e nem sistemas (no caso o Universo inteiro) e portanto não há como aplicar nenhuma lei de conservação para o surgimento do Universo. Mesmo assim, a maioria das grandezas pode ser considerada conservada, pois o seu valor total no Universo é nulo. É o caso da carga elétrica, do momento linear, do momento angular e outras. Mas pode não ser o caso da massa-energia. Todavia há propostas de que, mesmo isso, possui um valor nulo no Universo. Acontece que a energia potencial gravitacional é negativa, enquanto a energia cinética e a das massas é positiva. Há, também, a energia positiva impropriamente chamada de "energia escura". Ainda não se tem uma medida exata desses valores globais, mas é bem possível que o total seja zero.
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