domingo, 2 de fevereiro de 2014

A vida, sob uma visão niilista, é indiscutivelmente passível de dissolução?‎

Não precisa ser niilista para ver que a vida é efêmera. A vida é uma ocorrência que se dá com certas estruturas que sejam capazes de prover-se a si próprias de energia e tomam iniciativas de funcionamento, não meramente em resposta a estímulos exteriores. Esse estado fenomenológico é transitório e as estruturas que os apresentam, em dado momento, deixam de apresentá-lo, por acidentes ou falência de funcionamento do sistema (em outras palavras, morrem). Uma vez morto o sistema que estava vivo, a vida não existe mais nele. Não há vida sem que seja vida de algum sistema e um sistema físico. Isso não tem nada a ver com niilismo. Apenas com a concepção de que tudo seja natural, o que é denominado de fisicalismo. Ou seja, não existe o sobrenatural.

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