domingo, 13 de julho de 2014

Ernesto, o que acha do conceito de "religiosidade cósmica" sobre o qual Einstein escreveu? Caso não o conheça, leia este trecho de um livro dele: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/leiamais?pro_id=3649466 (especialmente a parte final, após o título "Religião e Ciência").‎

Concordo com ele, mas é preciso entender bem esse seu conceito de "religiosidade"., Como as pessoas estão acostumadas a associar religião a uma instituição e a um deus pessoal, geralmente não compreendem uma concepção espiritual desassociada da noção de alma imortal, de céu, de inferno, de Deus providente, de liturgias, de escrituras e assim por diante. E essa noção de "religiosidade cósmica" de Einstein não envolve nada disso. Trata-se mais de uma concepção à moda de Spinoza ou do que fala André Conte-Sponville em seu livro "O Espírito do Ateísmo". É preciso entender que esse "Deus" considerado por Spinoza e Einstein, não é uma entidade. É um conceito. O conceito do bem supremo, da comunhão com o Universo. Prefiro usar o termo Universo do que Cosmos, porque esse último dá a impressão de que o Universo possua uma identidade ou um tipo de consciência ou "personalidade", mas ele é só o conjunto da tudo o que existe, existiu e existirá. Essa "religiosidade" cósmica é, justamente, uma identificação com o que seja mais elevado, um desejo de perfeição, de beleza, de bondade, de virtude. Nesse, e apenas nesse, sentido eu sou uma pessoa religiosa. Mas essa religiosidade não requer filiação a doutrina nenhuma. É uma religiosidade livre e aberta.

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