quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Está tarde Ernesto, deveria ir descansar. rsrs Aquele abraço vô. Ah, me conta aí, sobre a probabilidade de associar a teoria das cordas com o principio da genese.

Você fica bem de gravata. Em verdade a teoria que inclui uma explicação para gênese do Universo é a das branas, que é uma extensão da Teoria das Supercordas e que, por sua vez, se estende mais ainda na Teoria M. Mas isto não é uma questão de probabilidade e sim de comprovação por meio de testes tipo diagnóstico diferencial, isto é, e preciso encontrar fatos que só a teoria prevê e explica e, então, por meio de observações, comprová-los ou não. Tais teorias, por enquanto, ainda não se encontram num estágio passível de testes observacionais que as elejam como as definitivas. Tenho o sentimento pessoal de que a unificação supersimétrica das demais interações com a gravitação é algo que não será obtido, pois acho que a gravitação não é uma interação, mas apenas uma manifestação da curvatura, da torção e do cisalhamento do espaço-tempo. Assim, a Cosmologia de Branas, pode ser algo fadado ao insucesso. Mas posso estar errado: é só um sentimento meu. Não acho que uma "Teoria de Tudo" seja algo viável e nem acho que a natureza possua o grau de simetria que muitos físicos teóricos querem que tenha. Neste sentido tenho o mesmo pensamento do Marcelo Gleiser, exposto em seu livro "Criação Imperfeita". E isto eu já penso desde os anos 70, muito antes do Gleiser começar a faculdade.

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