segunda-feira, 2 de julho de 2018

O que você acha do trabalho escravo contemporâneo?

O trabalho escravo mesmo é algo tão absurdamente abjeto que os que o perpetram tem que ser condenados à prisão perpétua com trabalhos forçados nas mesmas condições em que mantinham os seus escravos, sem perdão e alívio nenhum. Mas há um outro trabalho escravo disfarçado que é o trabalho assalariado. Isso também é uma escravidão. A escravidão do salário. O único trabalho livre é aquele em que a pessoa ou trabalha por conta própria ou é sócia do empreendimento em que trabalha, auferindo rendimentos da distribuição de lucros. Salário é algo que precisa ser abolido no mundo. Todos têm que ser sócios de seus trabalhos e de outros também. Ou seja, o capital tem que ser completamente pulverizado pela população inteira (exceto crianças). Tanto homens quanto mulheres têm que partilhar o provento do lar, bem como os encargos domésticos, ou seja, a dita "jornada dupla de trabalho" tem que ser tanto para mulheres quanto para homens. E todos os direitos, oportunidades, deveres e obrigações têm que ser exatamente os mesmos. O melhor é que nem haja "lar", mas as pessoas vivam em habitações coletivas, os "falanstérios" em que tudo é compartilhado, com alojamentos coletivos, refeitório coletivo, lavanderia coletiva, espaços de lazer coletivos, biblioteca coletiva, creche coletiva, horta e pomar coletivos, garage coletiva com veículos coletivos para emergências (sendo o normal o transporte coletivo de massa). Isso inclui, também, o compartilhamento de maridos e mulheres. (que queiram, certamente). Tal sistema propicia uma economia de escala fabulosa. Sem propriedade privada e sem dinheiro. Uma beleza. Sem crimes, sem polícia, sem política, sem advogados, sem juízes, sem prisões, sem governos, sem fronteiras, sem bancos, sem contadores, sem contratos. Tudo de graça e todo mundo trabalhando de graça, sem cobiça e sem preguiça.

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