segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

As pessoas deveriam ser livres para fazer/ser o que desejarem, se isso não afetar a liberdade do outro de fazer o mesmo?‎

Em princípio, sim. Mas a liberdade cessa não apenas quando impede a liberdade de outrem, mas também quando causa qualquer mal, como prejuízo, dor, sofrimento, tristeza ou algo de ruim. Isso só é admissível se for para obter um bem maior, como tratar um canal de dente para que ele fique curado de uma cárie. Em alguns casos uma ação dessas pode, até, ser feita contrariando a vontade de quem vai sofre-la. O julgamento dessa possibilidade, contudo, tem que ser feito com muita sabedoria. Desconsiderando esses casos, é lícito que qualquer um faça o que quiser. Todavia, ainda, é preciso que as pessoas sejam aconselhadas e educadas a não fazer o que prejudique a elas mesmas, como fumar, beber muito, usar drogas, suicidar ou outras ações deletérias. Mas não proibidas. E nem obrigadas, como a estudar, exceto crianças que ainda não têm discernimento para ver que o estudo é necessário. A partir da maioridade, talvez com uns 15 ou 16 anos a adolescente ou o adolescente já pode decidir se quer ou não estudar, sabendo que, não estudando, não será mais sustentado pelos pais, tendo que trabalhar. No caso da anarquia comunista, a falta de cooperação para o bem geral seria punida pela própria sociedade, alijando a pessoa de algumas retribuições, inclusive, se for o caso, de comida ou da liberdade de locomoção. O que seria uma raridade, já que a educação teria preparado todos para serem participativos.

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