quinta-feira, 14 de agosto de 2014

No modelo atual do Big Bang quente, toda a radiação é originada da aniquilação partícula/anti-partícula, ou há outro mecanismo que dê origem aos fótons?‎

Os quarks e anti-quarks surgiram logo antes dos léptons e anti-léptons (elétrons e pósitrons). Isso logo após o Big Bang, antes da inflação. Com eles surgiram os glúons, os bósons W e Z e os fótons, que mediavam as interações entre as cargas de cor dos quarks, as cargas da interação fraca (isospin fraco) dos quarks e léptons e as cargas elétricas. Imediatamente os quarks, antiquarks e léptons e antiléptons começaram a se aniquilar e a formar outros fótons. Esses fótons, por sua vez, colidiam e formavam pares de quarks e antiquarks e léptons e antiléptons. Ai veio a inflação. Depois surgiram os núcleons (prótons e nêutrons) e os híperons e, muito mais tarde, os átomos de hidrogênio. Então os fótons também passaram a se formar nos processos de decaimento dos estados excitados desses objetos. A maior parte dos fótons do Universo é da radiação de fundo, que surgiu quando se formaram os átomos de hidrogênio e a aniquilação de partículas com antipartículas cessou, deixando a sobra de matéria que hoje preenche o Universo, que ficou, então, transparente (antes o universo todo era opaco como o interior de uma única estrela). Ela representa apenas um bilionésimo do total de partículas e antipartículas primordial. Isto é, existem um bilhão de vezes mais fótons do que partículas materiais no Universo. Os fótons emitidos pelas estrelas são uma fração insignificante do total de fótons. Veja este artigo e seus links:

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