segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/09/01/libertar-acusado-de-estupro-em-onibus-foi-erro-injustificavel-e-escarnio-dizem-especialistas.htm Veja nos comentários, homens dizendo que não foi estupro, que o juiz está mais do que certo, que é tudo mimimi de feministas... nojento

Mesmo não tendo sido estupro foi um grave crime contra a moral pública e contra a integridade moral da vítima que não poderia, de modo nenhum, ser considerada meramente como uma contravenção e ensejar a soltura do meliante. É preciso que a justiça mostre que tais abusos não podem ser tolerados, fazendo com que seus cometedores sejam exemplarmente punidos. Não só nesse tipo de crime como em relação a qualquer outro. Temos uma legislação extremamente branda que leva à constatação de que o crime compensa. Além de, mesmo em sua brandura, na maior parte das vezes, não ser aplicada. Quanto aos ditos "crimes de colarinho branco", isto é, cometidos por pessoas portadoras de nível superior sem violência física, como é o caso da corrupção dos políticos, empresários e magistrados, a pena teria que ser, pelo menos, duplicada, já que os que os cometem são pessoas esclarecidas. E sem a menor possibilidade de nenhum abrandamento de pena, por razão nenhuma. Aliás, abrandamento de pena, bem como fiança, são figuras jurídicas totalmente execráveis, que, num estado de direito e justiça, absolutamente não poderiam existir.

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