segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

você já foi a uma igreja?sentiu algo diferente lá?

Muitas vezes. Quando eu era católico eu assistia missa (e comungava) todo dia. Algumas igrejas, especialmente as góticas, por sua arquitetura, elevam a mente a considerações de alto conteúdo ético e metafísico. Especialmente se se estiver tocando uma melodia sacra no órgão. Isso não acontece em igrejas modernas e, tampouco, em igrejas renascentistas e barrocas, mesmo que apresentem uma arquitetura e uma decoração plástica de altíssimo valor artístico. Mesmo depois de me tornar ateu sempre gosto de visitar igrejas históricas ou de grande qualidade arquitetônica (como a Sagrada Família, de Barcelona, que adoraria conhecer). Não só igrejas como templos de outras religiões, desde que apresentem uma beleza arquitetônica superior. O mesmo se dá na contemplação da arquitetura e decoração de Teatros de Ópera (os clássicos ou os modernos de excepcional beleza, como a Ópera de Sidney, que também gostaria de visitar). Ou bibliotecas, museus, palácios, castelos, parlamentos e esse tipo de edificações. Mas, nem as igrejas, me produzem a percepção da existência de alguma divindade ou de alguma realidade sobrenatural. A espiritualidade que a beleza enseja é uma espiritualidade mental inteiramente fisicalista, advinda do funcionamento fisiológico do cérebro. Mesmo assim, é algo extremamente prazeroso e confortador, que incentiva os mais nobres sentimentos e os mais positivos propósitos de vida.

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