Postagens do pensamento, textos, poemas, fotos, musicas, atividades, comentarios e o que mais for de interesse filosófico, científico, cultural, artístico ou pessoal de Ernesto von Rückert.
Clique no título da postagem para ver os comentários a seu fim e inserir um.
Clique no título do Blog para voltar a seu início.
Para buscar um assunto, digite a palavra chave na caixa do alto, à esquerda, e clique na lente.
Veja lá como me encontrar em outros lugares da internet.
Visite meu canal no you-tube.
Pergunte-me o que quiser no ask.
As perguntas e respostas do ask e as que dera no formspring antes são publicadas aquí também.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Qual o melhor jeito de avaliar os alunos ? Seminários ? Provas ? Trabalhos ?
Provas, sem dúvida. Mas elas têm que ser muito bem formuladas. Isso é uma grande arte e requer muita competência. As melhores provas são as abertas em que se pede para explicar algo, como se estivesse escrevendo uma apostila para ensinar o assunto. No caso de ciências exatas, é importante que se peçam questões de demonstrações e deduções de fórmulas. Mas não as que já foram dadas e sim inéditas. O professor não pode pegar questões já formuladas por outros e buscadas em livros ou exames vestibulares. Ele tem que inventar suas questões, pois só ele sabe como desenvolveu a matéria com seus alunos. Além de que, inventar questões, é uma excelente forma de sempre se colocar em dia com a matéria, obrigação de todo professor. Aliás o que o professor deve fazer é, toda vez que for preparar alguma aula, já redigir as questões de prova que for aplicar sobre ela. E, depois da aula, em razão dos questionamentos feitos pelos alunos e dos esclarecimentos prestados por ele, formular outras, que abordem os tópicos ventilados. Então se terá um banco de questões a serem selecionadas para a montagem da prova. Nesse momento, é preciso se fazer uma "matriz de prova", em que se elencam os objetivos a serem avaliados, segundo a taxonomia de Bloom, bem como os níveis de dificuldade, o formato da questão (se numérica, dedutiva, explicativa, descritiva) e o tópico a ser abordado. Assim é que se trabalha com seriedade no magistério. Trabalhos podem ser dados e devem mesmo, mas não como instrumentos de avaliação e sim como estratégias de aprendizagem. Do mesmo modo que a apresentação de seminários. Para incentivar a feitura, pode-se, até, atribuir algum ponto a eles, mas poucos, em comparação com a prova. E é essencial que o assunto dos trabalhos e seminários sejam objeto de questões da prova, para que não só os elaboradores, mas também os assistentes se compenetrem da necessidade de assimilar a mensagem dos seminários. Quanto aos trabalhos, eles têm que ser copiados e entregues para todos os alunos estudarem uns dos outros e, inclusive, criticarem. E é importante que as provas sejam dadas com consulta, exceto ao colega. Com isso, inclusive, se evitam questões meramente de memorização. Não há necessidade de se treinar a resolução de questões fechadas, pois sua resolução é idêntica à de uma aberta, só que já tem a resposta para escolher. Argumenta-se que seja preciso desenvolver técnicas de se descobrir a alternativa correta, mesmo sem saber o assunto. Mas isso é uma fraude. Quem não sabe o assunto, por justiça, tem que errar a questão. Acertar sem saber não é ético.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário