segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Professor, então, se uso a palavra ética numa redação, devo escrevê-la de modo a permitir o examinador conceituá-la claramente. Em suma, a redação deve permitir conceituações por contextualização dela mesma? Como um texto que explica a si mesmo sem fugir da tipologia pedida?

A questão é que, infelizmente, redações escolares ou em exames, possuem um limite de extensão máxima, que inviabiliza a inserção de paráfrases mais extensas, como seria bom para que, no caso de se lançar mão de palavras de semântica controversa, se saber em que acepção o redator a emprega. Uma solução curta é remeter para a citação do autor de quem se está usando o significado. Por exemplo, no caso de ética e moral, se se considera suas acepções de acordo com o que eu explanei em uma das respostas recentes, pode-se dizer: "ética, segundo von Rückert" e, então, dizer o que se quer, do mesmo modo que ao se referir a moral. Pode-se incluir no texto o significado que está se dando a cada palavra controversa usada mas, com isso, se reduz o espaço para discorrer o que se quer a respeito delas. Essa limitação de extensão das redações, em minha opinião, é um desastre. Não gosto de redações curtas.

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