segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Professor, poderia falar em poucas palavras como foi o seu mestrado? Foi uma experiência intensa? Que dicas a quem pretende fazer pós-graduação em Matemática ou Física?

Eu não diria intensa, mas sim envolvente. Além dos dois anos que fiquei no CBPF, no Rio de Janeiro, ainda levei mais um ano e meio fazendo a tese, em Viçosa, até defendê-la, perante uma audiência que incluiu, inclusive, o Jayme Tiomno. Meu orientador foi o Mário Novello. Naquela época, sem computação algébrica, gastei centenas de versos de páginas de folhas largas de impressora matricial de computador para desenvolver as equações do Acoplamento Não Mínimo entre a Gravitação e o Eletromagnetismo, com o estabelecimento das equações de campo e suas soluções para dois casos, o esfericamente simétrico (como a de Schwarzschild) e o cosmológico. Foi muito bom não só pelo que aprendi, mas por ter tido a oportunidade de conviver e ser aluno de grandes expoentes da Física do Brasil, como o Leite Lopes e outros, bem como ter uma turma de colegas de primeira linha, como minha amiga Regina Arga'á. Também tínhamos, sempre, seminários apresentados por pesquisadores importantes de todo o Brasil e do exterior. Outro ponto forte foi a participação, mesmo depois de ter terminado o mestrado, das "Escolas de Cosmologia e Gravitação". Aproveitei, também, para cursar disciplinas adicionais que pretendia lecionar no Bacharelado em Física de Viçosa, que seria criado quando eu voltasse. Mesmo não fazendo parte das exigências do mestrado em Cosmologia, estudei astronomia (na UFMG), astrofísica nuclear, mecânica quântica II, teoria quântica de campos (como ouvinte), mecânica estatística e tópicos em gravitação. Não fiz o doutorado porque, quando iria ser liberado para ele, havia sido convidado pelo reitor para assumir a pró-reitoria de graduação e resolvi aceitar. Depois achei que não compensava mais.

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