quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Acontece que o comunismo é, essencialmente, uma atitude. Não é um sistema de controle. Não tem mecanismo nenhum. As pessoas são todas do bem. Elas dão o melhor que podem. Uns dão mais outros dão menos. Todo mundo confia na integridade uns dos outros. Se alguém pretender tapear, quando isso for descoberto, essa pessoa será coberta de opróbrio e deixará de ser merecedora dos benefícios que a sociedade concede a todos, até que se regenere. Não precisa de contabilidade.

Capital são a matéria prima e os bens a serem transformados pela atividade econômica, bem como os recursos de que se lança mão (edificações, instrumentos, maquinário) para proceder às transformações. Nas economias monetarizadas, também é o dinheiro que se usa para se obter tudo isso. Capitalismo é o sistema em que a posse do capital fica restrita a um grupo de pessoas, os capitalistas, que, geralmente, não são as mesmas que exercem o trabalho de produzir as transformações e prestarem os serviços para que os bens se tornem produtos de consumo. Estes são trabalhadores assalariados, que alugam sua força de trabalho para os capitalistas e não são partícipes diretos dos resultados da produção e da prestação de serviços que fazem. No comunismo, mesmo monetário, o capital, isto é, a posse dos meios de produção e de prestação de serviços, bem como dos resultados da produção e dos serviços pertence aos próprios trabalhadores. Ou seja, não existem salários e nem empregos. Todos são sócios. Não há capitalistas. Todos são trabalhadores. No comunismo não monetário, inclusive não há, propriamente, posse de nada. Não é que a posse seja da sociedade. Simplesmente não existe a noção de posse. Ninguém é dono de nada.

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