quarta-feira, 23 de maio de 2018

Dá para se afirmar que, no geral, a maioria das pessoas são boas, têm boa índole, porém, muitas das que são ruins ocupam posições de influência na sociedade, em comparação às boas? Isso explicaria o mundo ser governado pelos piores? Existiria uma seleção adversa? Quais seriam as causas?

A questão é a seguinte: de fato, a maior parte das pessoas é honesta, justa e bondosa. Todavia as funções políticas e empresariais de altos escalões envolvem manobras escusas ou, até mesmo, crimes. As pessoas de bem não compactuam com isso e, assim, não assumem tais cargos ou, quando os assumem, se não concordam com tais manobras, são afastadas ou, mesmo, mortas. Algumas se enquadram no esquema e deixam de ser honestas, justas e boas. Desse modo, é praticamente certo que todos os que ocupam altos cargos políticos e empresariais, bem como militares e jurídicos (e, eu diria mesmo, sacerdotais), são pessoas mancomunadas com os processos de explorar o povo para benefício de sua classe, para o que se valem de todos os recursos e, mesmo, de crimes. A reversão desse estado requer um movimento muito forte de pessoas de bem de alta competência, que estejam dispostas, até mesmo a morrer, para enfrentar essa corja que não tem nenhuma ideologia política, econômica ou religiosa a não ser a de mandar e expropriar o povo, sem nenhum escrúpulo. Em torno dessa gente, orbita uma turma de capachos, serviçais e bajuladores, que se unem a eles para tirar proveito da roubalheira, mas em relação aos quais, os grandes mesmo não têm, também, o menor escrúpulo em descartá-los e, nesse caso, como sabem muito, pela morte mesmo. A causa é que, o ser humano, é tanto capaz de ser bom quanto ser mau. E alguns enveredam pelas sendas do mal, visando tirar mais proveito e ficarem ricos. Como não há nenhum Deus para dar-lhes uma condenação eterna (e esses sabem muito bem disso), não sentem remorso nenhum pelo que fazem e, se apanhados, consideram como um risco assumido, já que só uma minoria é apanhada. Não adianta, depois que a pessoa já passou para o lado do mal, tentar mudá-la por qualquer argumento ético. O que adianta é, na tenra infância e juventude, as escolas investirem pesado na educação ética, para ver se alguns se convençam de que o mal não deve ser feito, mesmo que não leve a punição nenhuma e o bem deve ser feito, mesmo que não leve a recompensa nenhuma. Considero que isso seja possível, num esforço contínuo e denodado, por séculos a fio. Para tal é preciso acabar com as religiões, pois elas levam as pessoas a um conformismo, pela consideração de que as provações terrenas seriam recompensadas pela glorificação celestial. Sabendo que, se a própria sociedade não tomar providência para conter o mal, nada acontecerá aos malvados (nem irão para o inferno), as pessoas se fortalecerão para combater o mal com todos os recursos que conseguirem obter.

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