terça-feira, 19 de maio de 2015

"O Eu é o mestre do eu. Que outro mestre poderia existir? Tudo existe, é um dos extremos. Nada existe é o outro extremo. Devemos sempre nos manter afastados desses dois extremos,e seguir o Caminho do Meio". ( Buda ) Concorda?‎

Concordo. O que não significa que concorde com todo o que Buda tenha dito. Só que, para que se seja mestre de si mesmo, é preciso que se absorva o máximo possível de tudo o que outros ensinaram. E é bom que isso seja feito a partir de propostas variadas, de naturezas diferentes e, inclusive, conflitantes entre si. Então cada um examine e reflita sobre elas, tendo suas próprias convicções e história de vida como pano de fundo, para que possa, sempre provisoriamente, extrair suas conclusões e por elas pautar sua vida. O caminho afastado dos extremos (não necessariamente no meio), em geral é o melhor mesmo, como o disse, também, Aristóteles (que não sei se conhecia esse ensinamento de Buda). O próprio Saulo de Tarso o recomendou em sua primeira epístola aos Tessalonissences (5:21).
Todavia a recomendação "In medio virtus", não pode ser levada ao pé da letra, pois há casos em que se tem que fazer uma escolha extremada. O importante é ponderar, como bem o disse, também, o Buda: “Não creia em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes; não creia em coisa alguma pelo fato de lhe mostrarem o testemunho escrito de algum sábio antigo. Aquilo, porém, que se enquadrar na sua razão e depois de minucioso estudo for aceito pela sua inteligência, conduzindo ao seu próprio bem e ao de todas as outras coisas vivas, a isso aceite como verdade e por isso paute sua conduta.”

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