terça-feira, 16 de julho de 2013

É a favor da redução do Estado?‎

Depende. Há áreas em que o estado, por enquanto, precisa, até, se fazer mais presente, eu diria, de forma total e completa. Refiro-me à educação, a saúde e a previdência. Diplomacia, defesa, segurança e fisco têm que ser e já o são completamente estatais (novamente advertindo, por enquanto, isto é, enquanto houver estado). Para mim, educação e saúde deveriam ser exclusivamente estatais. O resto da economia, como agricultura, indústria, comércio, energia, transportes, comunicações devem ser privadas, com controle estatal por meio de agências reguladoras de grande poder, mesmo que o estado possa subsidiar, em parte ou na totalidade, algumas situações, como transporte urbano, por exemplo. Ou o gás de cozinha. Mas, mesmo considerando uma sociedade socialista democrática, é preciso haver uma parte da economia que produza riqueza, a fim de sustentar o que o estado deve provir sem custo à população, que são as áreas que mencionei. A legislação fiscal tem que ser de molde a onerar mais fortemente quem mais aufira lucro, para que se promova a distribuição da riqueza e se diminuam as desigualdades sociais. Nem a pobreza nem a grande riqueza podem ser admitidas em um estado de bem estar social. Nesse sentido o bom seria que a lei determinasse a pulverização do capital, de modo que todo trabalhador, ao invés de empregado, fosse sócio da empresa em que trabalhe e viva dos lucros dela. Todavia é preciso entender que a estatização da saúde e da educação tem que ser feita em moldes de eficiência e eficácia gerenciais, no interesse da população, e não de grupos, como os funcionários públicos que trabalhem no setor. Claro que eles têm que ser bem remunerados, mas não se podem admitir privilégios classistas.

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